Alugar ou comprar imóvel 2018?

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Esse é um momento de alugar ou comprar imóvel? Na dúvida, algumas questões devem ser avaliadas. Anteriormente, já abordamos a compra e venda de imóveis do ponto de vista de direitos e deveres das duas partes.

professor Pedro Seixas Corrêa Coordenador FGV
Agora, é a vez de ouvir o especialista e as recomendações que vão te ajudar a tomar essa decisão. Para o coordenador do MBA em Gestão de Negócios de Incorporação e Construção Imobiliária da Fundação Getulio Vargas (FGV), Pedro de Seixas Corrêa, antes de decidir por uma das opções é importante perceber o seu momento atual.

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“Para alugar em vez de comprar vai muito do momento de vida e condições da pessoa, mas ainda assim é importante manter a cultura da poupança”, orienta Pedro.

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Alugar um imóvel: como funciona

Ao alugar um imóvel, algumas garantias devem ser fornecidas ao dono do imóvel, para o pagamento e para prevenir a inadimplência. Nesse caso, segundo o especialista, ter um fiador é uma opção menos onerosa, porque não envolve o valor do gasto com caução e seguro fiança.

Ainda na opinião de Pedro Corrêa, “para quem vai alugar, a opção de seguro fiança é interessante porque simplifica os procedimentos e cobre os riscos do locatário”. O coordenador na FGV ainda explica que a locação em si não chegar a ter riscos, uma vez que os contratos de locação já estão bem consolidados. Os cuidados devem ser observar as cláusulas para reajuste e prazo de pagamento.

Direitos e deveres de todo locador e locatário

“Na hora de escolher para alugar é importante ver a localização, visitar o imóvel em horas diferentes e em dias diferentes para conhecer a rotina do local. Avaliar os atributos que você busca no local, não só o apartamento em si, mas o entorno. E isso vale também para a compra, não só para o aluguel”, explica Pedro, dizendo ainda que “alugar é adequado se você está em um momento transitório da sua vida. Enquanto isso, você faz uma poupança.”

Comprar um imóvel: quais são os cuidados

Pedro Corrêa diz que se o imóvel é para uso próprio, a pessoa precisa avaliar muito bem como este se encaixa no planejamento de vida. Ele explica isso pontuando que esse é um investimento a longo prazo e não é uma compra que deve ser feita por impulso. Até porque, pode envolver o uso do financiamento, que é também a longo prazo. “O que é melhor depende de cada caso, da família.”

alugar ou comprar?

O especialista aponta alguns cuidados ao comprar um imóvel, como ficar atento à escritura, aos registros e proprietários. Ele diz também que é recomendado pedir ajuda de um especialista. “Um bom corretor sabe orientar, mas em alguns casos é necessário um advogado ou alguém especializado em registro de imóveis.”

Alugar ou comprar imóvel: o que é melhor

“Passamos por dois, três anos, a taxas de juros elevados e agora caíram nos juros de financiamento imobiliário. Hoje é ainda uma taxa alta porque está acima de 10%. E na casa de dois dígitos, para um financiamento imobiliário, aumenta muito o custo do imóvel. O que pode dificultar a aquisição por uma família. O aluguel, nesse caso, é a opção. Mas o aluguel não aumenta a distância da ideia da compra, porque a pessoa deve ter a cultura de poupança para poder comprar”, disse.

Saiba o que é e como fazer um inventário

No valor do financiamento e do aluguel, em geral a parcela do financiamento é consideravelmente maior que o aluguel. Em um financiamento, segundo Pedro, os bancos avaliam a renda e estabelecem um limite de comprometimento de até 30% da renda da família. Isso significa que, para um casal, por exemplo, será a renda somada das duas partes.

Mas o especialista em mercado imobiliário dá a dica: “Estabeleça como meta parte da renda mensal para a poupança e, no futuro, poder adquirir um imóvel próprio. Em uma renda familiar de R$10 mil, por exemplo, com aluguel de R$1.500, a pessoa deveria separar outros R$1.500 para a poupança. Significa 30% da renda da família.”

Ele ainda completou: “Ter um imóvel próprio é um aspecto próprio da composição da família. É uma segurança em um momento de crise.”

Alugar ou comprar imóvel em 2018: o que fazer

Para quem pensa em aquisição de imóveis como investimento, Pedro Corrêa alerta: não é um investimento a curto prazo.

“Como investidor, o imóvel não é um investimento adequado para ter retorno a curto e médio prazo. Motivos: a liquidez, pois ele não tem fácil liquidez. A compra e venda envolve custos representativos, como corretagem e os impostos. O mercado vive de ciclos e para quem espera retorno a curto prazo, não é bem isso.”

O cenário, entretanto, é otimista. Para 2018, o professor explica que ainda há a perspectiva de taxas de juros mais baixas, mas que isso vai depender da economia. “Ainda vivemos uma instabilidade política e precisamos de confiança para investir. O momento é melhor que um passado recente e ainda falta confiança na economia e no país como um todo.”

Para quem pensa em comprar um imóvel em 2018, essa é a dica: segundo Pedro Corrêa, como o momento do mercado é de maior oferta do que procura, algumas poucas boas ofertas podem ser achadas. E esse pode ser um bom investimento para quem tem uma poupança ou alguma reserva para essa aquisição.

“Muito marcante no mercado de hoje é que podem ter sim boas oportunidades de compra e isso pode durar em 2018. A expectativa para uma recuperação consistente ficará para 2019 e 2018 ainda deve ser um período de transição”, concluiu.

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